Street Extreme - Escola de dança

Street Extreme 2012

A Street Extreme cia de dança foi fundada em 8 de agosto de 2003, A cia já passou por diversas escolas de dança tendo hoje sua sede própria.

 

Premiado em todos os principais festivais de Dança do Brasil, o grupo também tem em seu currículo apresentações em Países como Áustria, EUA e França.

 

 

A História do Grupo Contada pelo Eladio

 

Muitas pessoas já passaram, já viram ou pelo menos já ouviram falar do nosso grupo. O que ninguém sabe é como que realmente esse grupo começou, e por quais desafios passou para estar até hoje em atividade e é o que eu vou contar aqui. Para entender a história do grupo bem, vou precisar misturar um pouquinho da minha história junto.

 

Então, comecei a dançar hip-hop em 1997 no Studio D incentivado pela professora Andrea que um dia me viu dançando axé em uma festa de 15 anos (sim! Meu passado me condena). Fiz parte da montagem do Grupo Over Limits que foi o grupo oficial da escola por um bom tempo.

A parte mais legal de dançar pra mim era justamente a montagem das coreografias onde o grupo participava dando idéias e sugerindo músicas e temas. Gostava tanto dessa parte que queria juntar um grupo para poder aplicar as minhas próprias.

 

O tempo foi passando e junto com a minha entrada na faculdade de Educação Física, surgiu a oportunidade de dar aulas no Studio D.

 

Quase ninguém sabe, mas a primeira tentativa de montar o Grupo Street Extreme foi na Faculdade Dom Bosco onde chegamos a fazer uniforme e umas duas apresentações mas a idéia durou apenas 6 meses.

 

Bom, com faculdade, e dando aulas, não consegui mais conciliar os ensaios com o Grupo Over Limits e acabei entrando para o grupo Dançar Lissandra Rodrigues que tinha os horários mais alternativos.

 

Enquanto isso no Studio D, com o tempo fui conseguindo mais alunos até que um dia fui cobrado por algumas alunas que dançavam a mais tempo a montar uma turma mais adiantada. Na hora veio a idéia de tentar de volta montar o grupo Street Extreme mas dessa vez com um planejamento e o mais importante, com metas.

 

Dia 8 de agosto de 2003, na sala Hugo Delavale do Studio d Bom Retiro fizemos o primeiro ensaio oficial do grupo onde expliquei a idéia para as meninas que compraram e acreditaram que aquilo poderia dar certo.

 

Não foi um começo fácil, éramos muito questionados e criticados por vários lados o que é muito comum nesse meio da dança. Depois da primeira apresentação do grupo no espetáculo da escola, um ex-companheiro de Over limits chegou para mim e disse que era melhor eu trocar de profissão porque como coreógrafo eu era horrível. A “chefa” da época também largou uma boa. Quando fomos competir uma vez no festival Internacional de hip-hop, ela disparou: “vocês vão ser humilhados neste festival, e eu quero rir da cara de vocês quando isso acontecer.” Ainda bem que ela errou e ficamos com o segundo lugar com a mesma coreografia que venceríamos o festival de dança de Joinville no ano seguinte e que também nos deu a oportunidade de representar a América do Sul no Festival Folklore Global que seria realizado no ano seguinte na Áustria.

 

Nessas pancadas e acertos, apareceu uma pessoa importante na história do grupo. Ângela Teixeira, que fez uma boa proposta de sair do Studio D e abrir uma escola nova. Sem muito apoio no Studio D e com boas perspectivas de crescer com o grupo e profissionalmente topei a parada na mesma hora.

 

Uma das melhores lembranças daquela época foi quando estávamos na Áustria e por telefone ficamos sabendo que oficialmente já tínhamos um lugar para ir.

 

O local por coincidência era a antiga escola do Octavio Nassur que havia fechado há pouco tempo e já estava então praticamente pronto para as atividades precisando apenas de algumas reformas.

 

O grupo então se mudou para escola onde encaramos os primeiros ensaios no meio da reforma. Cheiro de tinta, piso com farpas, poeira pra tudo que é lado. Mal sabíamos nós que era apenas a primeira vez que iríamos passar por isso.

 

Surgiu então a Ribalta Studio de Dança. Um lugar que deixou algumas das melhores lembranças do grupo.

 

Obvio que também não foi fácil, durante um bom tempo ainda recebíamos criticas e até ofensas da ex-chefe. Talvez o fato de ter levado aproximadamente 130 alunos conosco tenha ajudado a motivar esse fato.

 

Como se não bastasse, agora também éramos criticados e constantemente avaliados por muitas das pessoas que já eram da cena da dança na época. Afinal, entramos em um lugar onde era uma referência nacional em hip-hop com a mesma modalidade. Pensa na responsabilidade. Com o tempo, o grupo foi amadurecendo e ganhando aos poucos o respeito de todos.

 

Três anos passaram e a relação na sociedade da escola se complicou. Como dizia o ditado, os incomodados que se retirem. Foi o que fizemos.

 

Surgiu na vida do Grupo o Alex, um cara meio louco com idéias boas e um dos maiores talentos da dança de Salão que eu já tive a oportunidade de conhecer. Ele estava terminando de construir a escola dele e estava com dificuldade de terminar por que a verba estava acabando e me ofereceu uma pequena parte da sociedade da escola. Pra quem prestou atenção na palavra “terminando” já sacou que fomos nós pela segunda vez ensaiar no meio de obras.

O grupo agora fazia parte da Dance Sempre Espaço Cultural, um excelente espaço para ensaiar, mas onde sentíamos falta da parte “casa” que tínhamos na Ribalta, ou seja, uma cantina pra fazer um lanche com mesinhas para sentar e ficar batendo papo ou estudando, coisinhas simples mas que ajudavam e eram muito importantes na integração do grupo.

Durante um bom tempo procuramos uma casa para o grupo, muito pais e amigos além do próprio grupo entraram nessa pesquisa de imóveis grandes que pudessem virar uma escola e que fossem baratos também.

 

Numa pesquisa na internet, achamos algumas candidatas a escola, sendo que uma delas era essa casinha da Padre Anchieta que não oferecia grandes expectativas pela vista da frente. O pior que pra poder olhas a casa por dentro era necessário pegar a chave lá onde o Judas perdeu as botas. Dois alunos estavam comigo, a Mariana e o Fernando. Quase fomos embora quando eu resolvi pular o muro da casa pra ver o que tinha nos fundos. O que eu encontrei foi um quintal com uma grande vocação a sala de aula que me fez ir até as botas do Judas para pegar as chaves e conhecer o imóvel por dentro. È muito legal quando entramos em um lugar e conseguimos visualizar tudo. Onde seria a cantina, onde vamos derrubar uma parede e fazer uma sala, onde vai ser escritório e onde vai ser vestiário.

 

O grupo enfim achou a sua casa e pela terceira vez foi ensaiar no meio das obras, devo acrescentar que pelo menos para mim foi de longe a melhor das vezes que ensaiamos em meio a obras, pois aquelas obras seriam pela primeira vez só para o grupo.

Hoje o grupo tem uma linda coleção de troféus e medalhas, um currículo de apresentações e espetáculos que vão de países como Áustria, EUA e França até apresentações em instituições de caridade para crianças com câncer.

 

Nos festivais que participamos dificilmente somos favoritos até por causa da característica que o grupo adquiriu de sempre inventar moda e fazer coisas diferentes. Como nem sempre o que é diferente agrada, sempre fica uma expectativa do que pode acontecer.

 

Na escola ainda estamos de vez enquanto fazendo algumas reformas e ainda nem sequer fizemos uma inauguração oficial. Mas com certeza o objetivo de ter uma casa, um lugar onde podemos nos encontrar para dançar, ou só pra bater papo mesmo, esse lugar nós já conseguimos e chamamos carinhosamente de “X” house. Uma casa que sempre tem lugar para mais um.

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